Concurso Nacional Dia de Sair do Armário 2009

•30/10/2009 • Deixe um comentário

A notícia é antiga mas relembrar é viver. Nessa minha sumida do blog estive fazendo muitas coisas – assim, muitas coisas mesmo!!!.

E uma delas foi ter participado do I Concurso Nacional Sair do Armário. O objetivo era fazer uma foto saindo do armário de forma a mostrar o lado positivo de se assumir. Havia algumas regras básicas como mostrar o rosto na imagem e não revelar partes íntimas do corpo.

E eu resolvi fazer uma foto saindo do armário pegando o Lego como referência. Sim, o Lego. Aquele brinquedo de infância super fofo e divertido.

Aproveitei que a temática dos anos 80,90 está na moda, montei um cenário de um quarto com o Lego e colei um rosto meu no boneco. É uma maneira de brincar com um tema tão sério a partir de um brinquedo de infância. E pra dar um toque final na composição coloquei uma cama sorrindo simbolizando o sexo e o prazer sem culpa como uma consequencia de sair do armário.

Gostei muito de participar do concurso e mesmo que tenha conseguido o 2º lugar, acho que valeu a pena pra mostrar meu trabalho e passar essa mensagem para as pessoas.

É possível ver os outros trabalho neste link: http://www.paroutudo.com/materias/redacao/091009.php

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Desenhos: carvão + giz

•21/10/2009 • Deixe um comentário

Minhas primeiras experiências com carvão e giz branco. Meu próximo passo será comprar uma caixa de giz colorido e começar a fazer sombra em cores.

Tempo, tempo, mano velho

•21/10/2009 • Deixe um comentário

001Sumi um tempo, um bom tempo.

Tempo pra fazer coisas novas e no retorno mostrar o que tenho feito.

Tempo para crescer. Tempo para chorar.

(tem)po para por tempero.

A força da imagem

•21/10/2009 • Deixe um comentário

Alexandra Martins
Colunista do Manual dos Focas

Estar na faculdade é experimentar novas sensações, é conhecer pessoas novas e ampliar seu leque de conhecimento. É, antes de tudo, reconhecer seus limites e saber a dor e a delícia de trabalhar em grupo. Numa dessas tive uma experiência um tanto reveladora quando fui editora de fotografia do Jornal Laboratório da minha faculdade.


Esses periódicos têm como objetivo simular a rotina de uma redação semelhante àquela que o estudante irá encontrar no mercado de trabalho.

Ente meus colegas sempre fui a “menina da foto” logo de cara aceitei o desafio de organizar toda uma equipe em torno das imagens que seriam produzidas e editadas. Até aqui tudo bem. O problema apareceu quando percebi um certo descaso com a fotografia.

É importante ressaltar que esse relato é extremamente pessoal e não reflete a experiências de todos os impressos universitários. Mas conversando com outras pessoas que já foram editoras de fotografia em outros jornais laboratórios pude perceber que os problemas vão se repetindo independente de serem universidades públicas ou privadas.

Recordo que na época era muito comum ouvir dos colegas que as fotografias poderiam ser pensadas depois da pauta. Como se fosse uma mera ilustração para a matéria ou algo menor.

Certa vez uma repórter saiu para fazer fotos e apuração da matéria. Sugeri que ela tirasse várias fotos do personagem e do local, na horizontal e na vertical. No dia seguinte fiquei pasma ao ver as imagens porque ela tinha feito apenas uma foto. Argumentou que o assunto era muito complicado e que ao término da entrevista ficou com preguiça de fazer várias imagens. Acrescentou que pegou muitas informações e por causa disso o texto já falaria por si só. Questionei que se a matéria dela fosse capa como faríamos com apenas uma imagem. E ela responde: ah, repete a imagem. Põe a mesma dentro e fora.

Final da história: o texto não deu conta de falar por si só porque havia muitas informações repetidas e tivemos que “tampar o buraco” com uma ilustração que foi feita de última hora e no desespero de fechar o jornal. E o texto dela não foi capa, ainda bem.

Acredito que em grande medida isso acontece porque ainda é muito comum que nos cursos de jornalismo os professores dêem atenção especial às técnicas de texto e apuração. No entanto se esquecem que fotografia e texto devem caminhar juntos. Não existe uma hierarquia de importância que coloque a apuração da matéria num patamar maior do que a apuração da imagem.

Ainda mais na atualidade em que somos cercados de imagens por todos os lados e isso faz crescer o potencial da imagem como expressão de comunicação não-verbal.

Infográfico
O grande aparecimento de infográficos nos impressos e na internet exemplifica essa mudança. De acordo com o blog da equipe da Direção de Arte da revista Época (http://colunas.epoca.globo.com/fazcaber/fazcaber ) “essa é uma tendência nas redações de todo o mundo e um sonho que sempre quisemos realizar: transformar designers em profissionais mais completos, para que, assim, façamos jus ao nome de jornalistas visuais”, diz.

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Voltando a fotografar o corpo ou A Vida como ela é

•19/09/2009 • Deixe um comentário

Grotesco, greosseiro se em graça. Se você pensou alguma dessas palavras ou similares ao ver essas fotos, acredite, é isso mesmo que elas representam.

Não é nada bonito, mas também não é tão feio assim. É apenas a vida como ela é.

Dicas de como se iniciar no fotojornalismo

•30/08/2009 • 4 Comentários

Depois do relato sobre a aventura de ganhar a primeira capa pro Jornal, algumas pessoas estiveram me procurando pedindo dicas para se tornar um bom fotojornalista. O pedido foi feito e o texto ficou pronto depois de alguns dias.

Demorei para escrever pois tive que me lembrar todo meu começo-inicial de carreira e lembrar-me de experiências frustrantes (que sempre rendem um pouco de vergonha) e algumas muito boas que me fazem seguir em frente. É quase uma regressão com mas passagem de volta.

Alexandra Martins, colunista do Manual dos Focas

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Dia desses me pediram dicas para se tornar um bom fotojornalista. Tenho pouco tempo de carreira nessa área, mas como já passei por algumas redações e fiz freelas para revistas de Brasília tomo a liberdade de escrever algumas sugestões baseada nas experiências que tive.

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Na faculdade

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Para aquelas pessoas que estão cursando jornalismo, sugiro não abandonar o curso, apesar da decisão da não obrigatoriedade do diploma. É na faculdade que acontecem os primeiros contatos profissionais e essas pessoas podem te indicar para freelas ou trabalhos dentro da redação.

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Grande parte das oportunidades que tive no fotojornalismo vieram de indicação de colegas com quem estudei na faculdade. Normalmente dentro do curso de jornalismo serão poucas as pessoas que querem a fotografia como profissão. Aproveite essa oportunidade para ampliar os contatos e descobrir quem está estagiando na empresa onde pretende trabalhar algum dia.

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Entre colegas

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Mostre suas fotos para colegas e amigos, e pergunte o que eles acham do seu trabalho. Se expor é uma boa forma de saber como e onde melhorar. Algumas opiniões podem ser um tanto cruéis, mas não se deixe abalar com isso.

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A aparição de orkut, facebook, twitter e blogs facilitaram muito a comunicação. Procure na rede virtual algum contato ou site do/a fotógrafo/a que você admira e peça a opinião dele sobre seu trabalho.

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Em Brasília, onde eu moro, admiro muito as imagens e as opiniões de um fotógrafo bem antigo da cidade: Luis Humberto. Certo dia consegui o endereço da casa dele e fui visitá-lo com o objetivo de mostrar meu portfólio. Para a minha surpresa ele me recebeu muito bem e ficamos a tarde inteira conversando sobre fotografia, fotojornalismo, mídia e artes. Mas claro que já houve situações em que um fotógrafo que eu admirava se mostrou muito ignorante e nem quis ver meus trabalhos porque eu sou uma iniciante.

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Ler imagens

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Tente criar uma rotina de analisar imagens do jornal de acordo com as matérias e pense de que forma você faria diferente. Há várias maneiras de ilustrar o mesmo assunto, como seria a sua maneira? Outro bom exercício é comparar as fotos de uma mesma pauta dos jornais da sua cidade e saber quais soluções foram feitas para uma mesma matéria.

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Em entrevista ao blog da Folha de S. Paulo, o repórter-fotográfico da sucursal do Rio de Janeiro Rafael Andrade (http://dezesseistrintaecinco.blogspot.com) conta um pouco do episódio em que foi dispensado do serviço e, mesmo longe do meio, manteve o hábito de estudar imagens de jornais. “Quando fiquei desempregado há uns anos, após sair de um estágio em jornal grande, passei um ano como assistente em um estúdio. Todo dia eu lia o jornal que me dispensou e via cada foto que era publicada. E fazia exatamente isso: estudava cada foto, principalmente as ruins, para criar um repertório na minha cabeça de soluções para situações jornalísticas. Isso ajuda muito todos os dias.”

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Estar na rua

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Estar na rua é antes de tudo ser visto. Mesmo que não esteja trabalhando para nenhuma empresa, procure ir a shows e eventos pelo simples prazer de fotografar e criar um bom portfólio e, claro, para poder puxar papo com fotógrafos que estejam no local.

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É sempre bom ser visto pelos outros fotojornalistas. Você acaba virando uma figurinha carimbada no meio e, dependendo da intimidade que criar com outros profissionais, pode saber onde está rolando uma vaga de emprego/estágio. Eventos de graça normalmente não pedem credencial de imprensa. Procure se certificar como funcionam as regras burocráticas de cada local para não dar com a cara na porta.

Dicas de uma foca fotojornalista: A importância aos detalhes

•12/08/2009 • 1 Comentário

Resolvi voltar a escrever para o site Manual dos Focas.  Relato sobre as aventuras da capa do jornal que postei semana passada.

Mostro uma parte do texto, para ler inteiro dá uma passadinha lá no site ;-)

Dicas de uma foca fotojornalista: A importância aos detalhes

Alexandra Martins
Colunista do Manual dos Focas

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Encontrar Deco Bancillon e Victor Martins ao término do trabalho é sempre uma boa pedida. E foi isso que me aconteceu semana passada quando saía do Jornal de Brasília, onde faço estágio de fotojornalismo. E depois de uma breve conversa sobre trabalhos, planos e novidades da vida esse meninos me incentivaram a continuar a escrever para o site Manual dos Focas.
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Já havia colaborado antes com algumas reflexões e dicas sobre fotojornalismo. Mas nesse texto relatarei uma aventura que passei durante uma pauta e que acabou rendendo uma capa para o jornal. Desta vez chamo atenção para a importância aos detalhes.
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Estava em Taguatinga, cidade satélite do Distrito Federal, fazendo fotos para uma matéria do caderno Tudo Casa e o assunto era a diversidade de vasos decorativos que as lojas de Brasília estavam vendendo e quais as novidades para o público interessado nesse objeto. No local onde fazia as imagens havia uma floricultura. Acredito que a dona da loja tenha aproveitado a venda de vasos para ganhar alguns trocados a mais e vender flores.
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Já estava tirando fotos há mais de uma hora quando meu celular toca. Era meu chefe dizendo que eu aproveitasse que estava em Taguatinga para fazer outra pauta por lá perto. Mas dessa vez seria de personagem: três irmãs participaram de um concurso e conseguiram ganhar um casamento de graça, com tudo pago e elas iam se casar no mesmo dia.

O desespero

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Até aí tudo bem, peguei o endereço e telefone de onde elas estavam. Na ocasião conversei com a repórter com quem ia me encontrar mais tarde e perguntei se elas (as irmãs) já estavam vestidas de noivas ou se tinham o anel de casamento em mãos. Para minha surpresa elas não tinham nada disso. O vestido e o anel só iam ser entregues um dia antes do casamento e para piorar a minha situação os noivos estavam trabalhando. Seria eu as futuras noivas, só.
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Pensei que se não arranjasse alguma coisa que simbolizasse o amor ia acabar fazendo uma foto simples e básica de três mulheres de calça jeans sorrindo pra câmera. A pauta era muito boa para ser tão simples assim e eu não podia deixar isso acontecer.
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Somado a isso naquela semana eu estava com muita sede de capa. Tinha entrado na empresa há quase um mês e via todos meus colegas ganhando foto de capa. Pensei que aquela era a minha chance.

Desenhar é correr risco

•07/08/2009 • Deixe um comentário

004Desenhar é correr risco. Certa vez lí essa frase mas não me recordo bem se foi em algum ponto de ônibus, panfletos entregues sem compromisso durante o sinal fechado ou se alguém próximo resolveu dividir essa reflexão comigo. O fato é que desenhar, para além de correr risco, é deixar o risco (o perigo, a experimentação) te levar. Assim mesmo sem data e horário marcado para começar. Sem toalha para secar após o banho, nú.

Confesso não ter muita experiência com o traço. Aliais, para falar a verdade, minha experiência com desenho é infinitamente pequena comparada com a da fotografia. Mas não é por causa disso que deixo de refletir sobre a experiência do rabisco. Em especial no que toca o processo criativo e as imensas possibilidades que isso pode me trazer.

Comecei a desenhar da mesma maneira que comecei a fotografar. Meio que sem jeito e apenas pra “vê de qualé”. Enquanto algumas pessoas me enxergavam como  “a fotógrafa” pra mim aquilo era um simples hobby e nada mais. Por isso demorei um certo tempo para assumir a fotografia como meu objetivo na vida e o mesmo caminho aconteceu com as artes plásticas.

A diferença é que a prática do desenho me impulsionou a tentar coisas novas e a experimentar novos caminhos. Para quem nunca havia desenhado na vida – e pra mim desenhar era algo muito distante – conseguir fazer algo simples como os rascunhos mostrados neste post era algo inimaginável.

Pode parecer um tanto ingênuo e romântico. Mas agora que consigo desenhar, eu sinto que posso fazer tudo. Não porque sejam desenhos fantásticos ou hiper-realistas. Mas porque eu nunca ia imaginar que podia, por exemplo, desenhar um corpo nú e conseguir dar volume e forma ao objeto.

E aposto mais uma vez pra “vê de qualé”. Agora que serei caloura novamente, mas dessa vez nas Artes Visuais e ainda meio que sem jeito e ansiosa pra saber o que me aguarda. Por essas e outras que acredito que desenhar é correr risco.


Capa – Jornal de Brasília

•05/08/2009 • 1 Comentário

Até que enfim fui capa. Ufa… tava demorando, heim! Mas valeu a pena esperar.

=P

capa

2D – Xixi no Banho

•05/08/2009 • Deixe um comentário

Me perdoe os fãns de 3D. Mas 2D é muuuito mais divertido:

Você faz xixi no banho? Eu já tentei mas por enquanto não rola não.